Esse é o blog da Aninha, mãe que gosta de curtir a vida e passar tudo que é de bom para as pessoas, como viagens, cultura, folclore e informação... em fim, um pouco de tudo você vai ver aqui... Não sou jornalista, as matérias aqui colocadas são de revistas, internet e de amigos profissionais, portanto sempre coloco a fonte de onde tiro a informação. Entre e se divirta, aproveite e deixe um comentário sobre o que achou do blog !


http://www.anadelfs.blogspot.com/
Instagram: @projetoporumavidasaudavel
Twitter: ANADELFS








quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dicas de cuidados dermatológicos para corredores! por Dra. Camila Caitano - Dermatologista



Todos sabem que a prática regular de atividades físicas faz bem ao organismo. Além de combater o estresse, elas também ajudam a controlar o peso e assim prevenir algumas doenças como hipertensão, diabetes, dislipidemias e ainda aumentam o fluxo sanguíneo, ajudando na eliminação de toxinas. Mas para que possamos usufruir apenas dos benefícios, as atividades não devem ser praticadas em excesso, devendo também tomar alguns cuidados, e se for adepto das corridas – principalmente ao ar livre – preste atenção a alguns fatores essenciais ao colocar os pés na estrada.
Dentre os vilões, a radiação solar aparece como primeiro fator, pois a incidência da radiação UVA (ultravioleta – A) é praticamente constante durante todo o dia, causando a destruição do colágeno e fibras elásticas da pele. O envelhecimento precoce da pele, o surgimento de rugas e aumento da flacidez são alguns dos problemas relacionados a esse tipo de exposição.
Já a radiação UVB (Ultravioleta – B) atinge o seu pico máximo entre 11h e 15h, agindo superficialmente na pele. Essa radiação é responsável pelas queimaduras superficiais da pele, permitindo a incidência de câncer de pele.
Diante desse cenário, a prática saudável da modalidade “corrida” depende de duas observações:
1 – Procurar correr logo no início da manhã ou fim de tarde, porque evita-se assim a exposição solar excessiva e a hipotensão. Nesse caso, é importante lembrar de se alimentar moderadamente antes da prática e ingerir líquidos durante.
2 – Aplicar uma camada generosa de filtro solar adequado ao seu tipo de pele. Além de utilizar de bonés, viseiras, óculos de sol e roupas apropriadas.
Outro problema que os corredores podem enfrentar é a famosa micose uma vez que a umidade acaba favorecendo o crescimento de fungos, principalmente nas dobras do corpo. Para evitá-la, tomar banho e trocar as roupas úmidas após as corridas é essencial.
Vestuário adequado
Nesse tipo de esporte, as dermatites (irritações) pelo atrito repetitivo em certos locais, assim como as famosas brotoejas (miliárias) também podem aparecer por conta do excesso de transpiração. Eis então a importância de se usar roupas apropriadas à prática.
Os pés, por sua vez, também podem ser prejudicados pelo uso de calçados inadequados. Os tênis devem ser confortáveis e um pouco maiores do que o usual, evitando traumas nas unhas, hematomas, deformidades, descolamento, onicomicoses (micose na unha), bolhas e calos.
Siga essas dicas e faça desse momento de exercícios um aproveitamento à sua saúde!

Dra Camila Caitano
CRM-SP 97022 / CQE 27356

terça-feira, 16 de abril de 2013

16 de Abril - DIA MUNDIAL DA VOZ por Flávia Lyrio Gonçalves, fonoaudióloga





 Falar com naturalidade, segurança e de maneira adequada em qualquer ambiente e situação é essencial. Por isso a voz pode interferir tanto em sua imagem. E isto pode ser de maneira positiva ou negativa, depende de você.
Muitas pessoas antenadas já recorrem ao profissional fonoaudiólogo para trabalhar a voz porque perceberam que prevenir alterações e ampliar a qualidade da voz é garantia também de uma vida mais saudável. Empresários, atores, cantores... Tem fonoaudiólogo até acompanhando musa em trio elétrico, acredita?
Ainda assim, cuidar da voz não é um hábito comum para a maioria das pessoas. Por isso foi criada uma campanha de conscientização por todo o mundo, que conta com a colaboração dos meios de comunicação, profissionais da saúde e sociedade, para reverter esta situação e divulgar a importância da voz na comunicação e na relação entre as pessoas, seja em seu uso cotidiano, seja como manifestação artística e cultural, independentemente do país, da raça, da cultura.  No Brasil, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, tem como lema da campanha: “Seja amigo da sua voz!” sugerindo ações educativas voltadas para a conscientização da saúde vocal e suas implicações.

Você já tentou ficar um único dia sem falar?

Pois é, os cuidados com a voz também devem ser uma rotina para que sua voz permaneça sempre saudável. Cuidados simples como evitar o fumo, bebidas alcoólicas e choques bruscos de temperatura; Evitar o uso inadequado ou abusivo da voz, como falar durante muito tempo, gritar, pigarrear, cantar e fazer imitações sem aquecimento e desaquecimento são apenas alguns exemplos do que chamamos de Higiene Vocal. E ela deve ser seguida por adultos e crianças!
Sabia que existem crianças com queixa de rouquidão porque exageram no mau uso da voz diariamente imitando, por exemplo, sons de monstros? Parece até engraçado, mas isto é uma questão de saúde!
Quando uma rouquidão persistir por mais de 15 dias, procure o serviço de saúde! Não tente usar medidas paliativas como balinhas de menta, spray de própolis, gengibre ou qualquer medicação. Somente um profissional da Saúde como o seu médico ou fonoaudiólogo podem avaliar sua voz, dar o diagnóstico em cada área e dizer qual a conduta adequada para cada pessoa.
Além do câncer de laringe, que pode dar seus primeiros sinais através de uma rouquidão, também há casos de nódulos, fendas, paralisia, edemas e outras tantas patologias que acometem as pregas vocais.
Você sabia, por exemplo, que a Disfonia do professor vem sendo considerada como doença profissional e social na maioria dos países? Dentre os profissionais da voz, o professor tem apresentado maior incidência de problemas vocais.
 A escola do seu filho oferece um trabalho vocal direcionado aos professores e alunos? E a empresa onde você trabalha, já fez algum tipo de orientação com os funcionários?
Pessoas que trabalham com a voz como os professores, locutores, atores, cantores, vendedores, operadores de telemarketing, além de mulheres que entraram na menopausa, crianças e idosos devem redobrar a atenção, pois são mais suscetíveis às alterações de voz.
Além de estar sempre alerta, uma boa dica é beber muita água, comer maçã, manter a voz sempre no seu tom natural, não fazendo muito esforço ao falar. Você também deve prestar muita atenção para não falar durante a prática de exercícios físicos.
Eu sei que é irresistível papear com a melhor amiga durante uma caminhada ou mesmo na hora daquela aula sensacional na academia, mas isto pode sobrecarregar a musculatura da laringe, onde ficam as pregas vocais responsáveis pela produção da voz e o excesso de tensão, acabar prejudicando a saúde vocal.
Sua voz é como sua marca registrada, um cartão de visitas. Se você cuidar do corpo todo, do cabelo aos pés, fizer aquela produção, mas ao conversar sua voz não corresponder a todo esse cuidado, como fica? Voz rouca, voz muito aguda, voz muito grave, voz sem comando, voz que falha, voz que não diz quem você é realmente...
Se você quiser conhecer mais sobre voz e as inúmeras possibilidades deste instrumento incrível, procure um fonoaudiólogo, esclareça suas dúvidas e claro, seja amigo da sua voz! Sempre!


Fga. Flávia Lyrio Gonçalves
CRFa. 12772-SP
draflavia@camilacaitano.com.br






 Link da Campanha Mundial :                                                           http://www.world-voice-day.org/



segunda-feira, 1 de abril de 2013

A interferência do pé nas lesões de joelho - por Lucas Asna Sacerdotes - fisioterapeuta




O complexo do tornozelo e pé é uma das principais portas de entrada da maioria das enfermidades do joelho, e causadores de alterações posturais com repercussão pelo corpo todo. Uma entorse de tornozelo ou uma prescrição incorreta de um tênis para jogging podem ser os causadores de, por exemplo, lesões degenerativas de cartilagem e meniscos.
Um pé com alteração postural ou com sua mecânica comprometida implicará muito stress nas estruturas do joelho e este, sendo uma articulação mais instável, será o mais prejudicado. Síndromes compartimentais ou instabilidade femoropatelar podem ser resultados de um arco plantar desabado pós-entorse de tornozelo, por exemplo.
Os tênis que induzem a pisada (supinada ou pronada) são outros fatores que poderão causar esses distúrbios nos joelhos. Não necessariamente os dois pés apresentam a mesma pisada, mas a venda desses calçados não é feita separadamente e sim aos pares. Todos os calçados, principalmente os de prática esportiva devem ser de pisada neutra, absolutamente em todos os casos. Se posteriormente precisar corrigir a postura dos pés, esse será feita por palmilhas individuais e personalizada, prescrita por fisioterapeuta especializado.
Portanto, quando um atleta deparar com um joelho doloroso, primeiramente deve-se cessar a prática esportiva e procurar um bom profissional, nunca negligenciar sinais/sintomas e eventos que antecederam a enfermidade. Sempre praticar atividade física com supervisão de profissionais e de tempos em tempos passar por uma avaliação com Osteopata.

 Lucas Asna Sacerdotes - fisioterapeuta - CREFITO 3/51727-F

domingo, 13 de janeiro de 2013

A poderosa vitamina D - por Mônica Tarantino e Monique Oliveira via Dra. Maria Fernanda Barca


Novos estudos revelam que ela Combate doenças como Diabetes e hipertensão e até ajuda a emagrecer. O problema é que está em quantidade insuficiente em metade da população mundial
Mônica Tarantino e Monique Oliveira


Os livros didáticos disponíveis atualmente ensinam que a vitamina D é essencial na formação dos ossos 
e dentes. Mas esses textos precisarão ser reformulados para acrescentar uma longa lista de benefícios descobertos recentemente, que revelam que a substância faz muito mais pelo organismo do que se imaginava. Ela ajuda a emagrecer, fortalece o sistema de defesa do organismo, auxilia na prevenção e tratamento de doenças como a diabetes e a hipertensão e está associada a uma vida mais longa – para falar somente de alguns de seus efeitos positivos. Por essa razão, a vitamina tornou-se a mais nova queridinha dos médicos em todo o planeta. Muitos já estão solicitando a seus pacientes que meçam sua concentração no corpo e façam sua reposição se assim for necessário.

Um dos achados mais reveladores – e que ajuda a sustentar a nova atitude dos médicos – surgiu de um trabalho de cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Eles sequenciaram o código genético humano para averiguar quais regiões do DNA apresentavam receptores para a vitamina. Receptores são uma espécie de fechadura química só aberta por chaves compatíveis – nesse caso, a vitamina D ,  para liberar o acesso e a ação do composto à estrutura à qual pertencem.

DOENÇA SOB CONTROLE
O jornalista Daniel Cunha, 27 anos, foi diagnosticado com esclerose múltipla em
Setembro de 2009. Começou a se tratar com as medicações tradicionais, mas depois
decidiu aderir a reposição da vitamina como forma de tratamento. Estou há dois anos com a doença sob controle”, conta. Com as vitaminas, Daniel gasta R$ 50,00 mensais. Já os remédios lhe custavam R$ 4 mil, pagos pelo SUS.

O time de Oxford descobriu nada menos do que 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma. “A pesquisa mostra de forma dramática a ampla influência que ela exerce sobre nossa saúde”, concluiu Andreas Heger, um dos coordenadores do trabalho, publicado pela revista “Genome Research”. Isso quer dizer que sua presença faz uma bela diferença na forma como trabalham os genes. “Todas as células mapeadas possuem receptores diretos da vitamina”, explica o dermatologista Danilo Finamor, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A outra comprovação inquestionável do poder abrangente da vitamina no corpo humano veio de uma ampla revisão de trabalhos científicos realizada pela Sociedade Americana de Endocrinologia cujo resultado foi divulgado há dois meses. “Ela age no coração, no cérebro e nos mecanismos de proliferação e inibição de células, entre outros sistemas”, disse à ISTOÉ o bioquímico Anthony Norman, professor da Universidade da Califórnia (EUA), um dos maiores estudiosos do tema e integrante do comitê responsável pela compilação de dados a respeito do assunto. “A vitamina D também atua nos músculos, que são as únicas estruturas capazes de dar mais estabilidade aos ossos”, diz o ortopedista André Pedrinelli, do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.




MAIS DISPOSIÇÃO A analista de seguro social Anna Paula Corrêa, 34 anos trouxe a filha Ana Laura, 11 anos, de Cuiabá, Mato Grosso do Sul , à São Paulo para fazer exames médicos. Ela descobriu que a menina apresentava um déficit da vitamina. Após a suplementação, a garota está mais disposta, não perde mais cabelo e tem as unhas fortes. 


Muito do que se sabe a respeito dos novos benefícios da substância é referente à diabetes tipo 2, que hoje exibe proporções epidêmicas no mundo. Trabalhos demonstram que níveis baixos da substância estão relacionados a uma disfunção ligada à origem da doença chamada resistência à insulina. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose circulante no sangue. No caso da diabetes tipo 2, ela não consegue cumprir sua função corretamente e o resultado é o acúmulo de glicose na circulação sanguínea, o que caracteriza a enfermidade.
Uma das pesquisas a evidenciar a relação vitamina D-diabetes tipo 2 foi feita pelo cientista Micah Olson, da Universidade do Texas (EUA). Ele mediu os níveis da vitamina, de glicose e de insulina no sangue de 411 crianças obesas e 87 não obesas. “As obesas com níveis mais baixos do composto tinham maior grau de resistência à insulina”, disse. Em adultos, dá-se o mesmo. No mês passado, estudo publicado na revista “Diabetes Care” mostrou que pessoas com pequena quantidade da substância apresentavam 32 vezes mais resistência à insulina do que a média dos voluntários avaliados.












DE BEM COM A BALANÇA

Há dois anos, o empresário Armindo Arede, de São Paulo, resolveu combater o excesso de peso e evitar males relacionados, como a hipertensão.
Exames posteriores indicaram também a carência de vitamina  D. “Senti que comecei a perder peso mais rápido quando iniciei a reposição", diz ele, que emagreceu 16 quilos. 


A informação do papel da vitamina no desenvolvimento da enfermidade mudou a conduta médica. A endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo, membro da Sociedade Americana de Endocrinologia, por exemplo, é uma das que já indicam sua reposição, se for preciso. “Quando comecei a pedir dosagens, vi que cerca de 70% dos pacientes estavam com carência ou insuficiência da substância”, diz.
Também já existe um consenso científico de que, quanto mais obesa a pessoa, menos vitamina D ela apresenta. Não está claro, porém, se a obesidade por si só diminui a presença da vitamina no organismo ou se é o contrário. Mas, mesmo sem conhecer os mecanismos pelos quais a baixa concentração da substância contribui para o acúmulo de gordura, os médicos estão incluindo sua reposição na lista de estratégias mais recentes na briga contra a balança.

Só por ajudar no controle da diabetes e da obesidade – dois fatores de risco para doenças cardíacas –, a vitamina já poderia ser chamada de aliada do coração. No entanto, descobriu-se que ela combate também a hipertensão, bloqueando a ação de uma enzima envolvida na elevação da pressão arterial. “Por isso, pode ser dada como coadjuvante no tratamento da doença, se for comprovado seu déficit”, afirma Aluízio Carvalho, professor de nefrologia da Unifesp.






SOL DESDE CEDO A biomedica paulistana Analise Fogo Solon, 31 anos, recebeu orientações do pediatra para que seu filho Bruno, de 9 meses, tome sol todos os dias. O médico disse que era necessário para a absorção de vitamin D. “Desde um mês, ela o leva para o playground do prédio onde mora. Fico 15 minutos, levando a camisetinha . Não passo filtro solar". 
O sistema imunológico é outro beneficiado. “Ela atua como um modulador do sistema de defesa do corpo”, explica a endocrinologista Cláudia Cozer, de São Paulo, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. A quantidade certa da vitamina permite que o corpo se defenda melhor, por exemplo, das gripes e resfriados de repetição. “Uma das células beneficiadas por ela são os linfócitos T, que agem sobre as células estranhas e infectadas por vírus”, diz o bioquímico Anthony Norman, da Universidade da Califórnia. Alguns pesquisadores sugerem que a substância pode reduzir a mortalidade por pneumonia entre pacientes internados e ter ação específica sobre o bacilo de Koch, o causador da tuberculose.
Até as complexas doenças autoimunes se revelam sensíveis à vitamina. Essas enfermidades são desencadeadas por uma disfunção do sistema de defesa que faz com que ele comece a atacar o próprio organismo. Se ataca proteínas localizadas nas articulações, deflagra a artrite reumatoide. Se forem células da pele, há vitiligo ou psoríase. Nesse campo, a substância também tem sido vista como uma esperança, inclusive para pacientes de esclerose múltipla, enfermidade autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos. Já se sabe que o seu avanço é mais rápido em quem convive com níveis baixos da substância, conforme documentou um estudo da Universidade de Maas­tricht, na Holanda, a partir do acompanhamento de 267 pessoas com a doença.

RECEITA
A médica Cláudia Cozer é uma das que indicam
a reposição da vitamina se for preciso

Na Unifesp, mais de 800 portadores de esclerose múltipla estão recebendo doses do composto, sob responsabilidade do neurologista Cícero Galli Coimbra, um entusiasta do tratamento. “São doentes com déficit comprovado e resistência genética à vitamina”, explica o médico. “É uma terapia eficiente, que precisa ser divulgada”, diz Coimbra, criador do Instituto de Autoimunidade, voltado a esse tipo de tratamento.
Na mesma linha de intervenção segue a Universidade de Toronto, no Canadá. Pacientes com a enfermidade lá tratados apresentaram uma notável diminuição da perda de células nervosas. No entanto, o tratamento é considerado complementar e tem opositores. A terapia convencional da doença é feita com o medicamento interferon-beta, que modula o sistema imunológico.

TRATAMENTO
O neurologista Cícero Galli coordena pesquisa sobre
o efeito da vitamina no controle da esclerose múltipla

A pesquisa das ligações do composto com o câncer é um campo dos mais desafiadores para os pesquisadores. Em junho, cientistas da Universidade da Carolina do Norte (EUA) anunciaram que pacientes com tumor de pâncreas com maior quantidade de receptores para a substância têm sobrevida maior do que os outros. Antes, eles já tinham sido encontrados pelos cientistas britânicos em áreas associadas à leucemia linfática crônica e câncer colorretal. Há também suspeita de que a vitamina regule genes ligados aos tumores de próstata e pesquisas mostrando doses deficientes em mulheres com câncer de mama. “Um estudo mostrou que o aumento de sua quantidade poderia impedir aproximadamente 58 mil novos casos de tumor de mama e 49 mil novos casos de câncer colorretal a cada ano”, disse à ISTOÉ a médica Archana Roy, da Clínica Mayo (EUA). “Mas outros trabalhos são necessários para esclarecer e comprovar essas relações”, pondera a endocrinologista Ana Hoff, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Embora seja chamada de vitamina, a substância é, na verdade, um pró-hormônio. Ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. É sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes de água fria –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias.
FALTA No consultório da endocrinologista Maria Fernanda, 70% dos pacientes tinham quantidades insuficientes da substância
                                                               
É por essa razão que hoje os especialistas encontram-se preocupados. Ao mesmo tempo que fica cada vez mais clara sua importância para a saúde, o mundo enfrenta uma espécie de epidemia de déficit da substância. Segundo a Organização Mundial da Saúde, metade da população mundial tem menos vitamina D do que precisa. De acordo com a OMS, há insuficiência quando o exame de sangue indica uma concentração menor do que 30 ng/ml (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo de 10 ng/ml são classificados como insuficiência grave. Dosagens iguais ou superiores a 30 ng/ml estão na faixa da normalidade, cujo limite máximo é 100 ng/ml.
A enorme deficiência se deve principalmente à pouca exposição ao sol que as pessoas têm atualmente. Para que seja sintetizada na quantidade adequada, recomenda-se a exposição de partes do corpo (braços e pernas, por exemplo) entre 20 e 30 minutos ao sol diariamente, sem filtro solar. Ou, como orienta outra corrente, expor 15% da superfície da pele (equivale a dois braços) pelo menos três vezes por semana, com filtro solar. E, nesse caso, fazer complementação com suplementos receitados a partir da necessidade individual de cada um.
Essas são as orientações de forma geral. Isso porque as descobertas recentes estão produzindo mudanças nas recomendações das concentrações ideais de acordo com grupos específicos. No ano passado, por exemplo, os americanos elevaram esses valores para a população da terceira idade. Seguindo a tendência americana, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) decidiu aumentar as suas indicações para crianças e adolescentes. “É importante lembrar que, para crianças maiores, a suplementação só será necessária caso a criança não atinja a quantidade de vitamina D recomendada apenas com alimentação e luz solar”, diz Virginia Weffort, do Departamento de Nutrologia da SBP.
A cautela é realmente imprescindível. “Não se deve tomar vitamina D indiscriminadamente”, adverte o endocrinologista Sharon Admoni, do Núcleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do Hospital Sírio-Libanês. Em dose excessiva, ela causa enjoo, desidratação, prisão de ventre e pode aumentar a quantidade de cálcio, elevando a pressão arterial. Pode também gerar pedras nos rins. “O ideal é que quem faz suplementação seja bem monitorado pelo seu médico e faça exames periódicos de sangue”, diz a médica Ana Hoff. Dessa maneira, só haverá benefícios.


Artigo gentilmente cedido por Dra Maria Fernanda Barca - Endocrinologista 
N° Edição:  2230 |  03.Ago.12 - 21:00 |  Atualizado em 17.Ago.12 - 15:12 por Mônica Tarantino e Monique Oliveira